domingo, 10 de maio de 2009

Entre meus mundos

Alguns anos atrás, na livraria e espaço cultural Alpharrabio, ganhei um livro. Das mãos do próprio autor. Alexandre Takara, depois de me convidar para uma deliciosa cerveja e um bate-papo muito interessante – indignação com esta sociedade tão fútil e consumista – escreveu uma bela dedicatória e me presenteou com seu intrigante trabalho, “Entremundos”. Digo intrigante porque “fala” de Santo André, minha cidade, muito pouco citada em livros. Cidade esta que eu pensava conhecer tão bem. Me enganei. Por isso, o livro me intrigou.
Nasci aqui. Vivo aqui – já são trinta e tantos anos. Pensava conhecer totalmente esta cidade, seus anônimos e seus filhos ilustres. Ledo engano. Há muito ainda por saber. Por um lado, me sinto como uma criança curiosa. Por outro, uma velha que “dormiu no ponto” e deixou passar o ônibus cheio de pessoas interessantes que ajudaram a criar a identidade política e cultural da minha cidade natal. Por isso, não me perdoo.
Um outro ponto no livro que me emocionou também, e muito, foi a nostalgia. Saudades de uma outra cidade citada, esta bem menor, Socorro, que cedeu muitos de seus filhos para a metrópole, especialmente, Santo André. Todo mundo que conheço tem algum parente ou conhece alguém que tem relações com a “Morena da Fronteira”. No meu caso, toda a família de minha avó materna, exceto ela, está lá, sempre de braços abertos para nos receber, os andreenses com corações socorrenses...ou não.
Enfim, um livro que me instigou a estabelecer e organizar melhor minha relação de afeto com minha cidade e melhorar minha identidade como sendo andreense.

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