quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

De repente a gente para e pensa...

  De repente, num cafezinho, a gente para e pensa no que podia ter dado certo ou errado. Se ter acordado cedo naquela manhã cinzenta e úmida tinha valido a pena ou não, se o esforço seria compensado.

  De repente, no meio do suquinho, dito detox, a gente para e pensa se a saúde anda importando realmente, se estão valendo a pena os cortes nas gostosuras e no sagrado bacon, as marombas, as poses na frente do espelho e malabarismos em balanças sortidas de drogarias, cada uma gritando um número diferente das demais nos fazendo ora feliz, ora com vontade de chutar o balde.

  De repente, num lanchinho vespertino, a gente para e pensa se no dia seguinte os noticiários darão furos menos abaladores, com menos violência ou sangue ou lama, com menos corrupção ou enganação para cima de um povo tão inerte, já com tanta estapafúrdia política e econômica.

  De repente, no meio de um chopinho numa noite qualquer, agradável e quente, num barzinho qualquer, numa mesa servida de gostosuras com bacon, a gente para e pensa quando é que a vida vale a pena, quando é que é bom sorrir ou chorar, amar ou odiar, agarrar com os dentes ou jogar tudo para o alto, calar ou gritar, respirar ou entorpecer.

  De repente, no meio do nada ou do tudo, da clareza ou da obscurecência, a gente para e pensa se tudo está valendo a pena, se a alma não anda pequena demais, se não deveria haver mais emoções grandes no lugar das acomodações tacanhas e rotineiras.

  De repente a gente para e pensa...e agora ???

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